terça-feira, 24 de outubro de 2017

MINHAS IMPRESSÕES – PORTUGAL


Fui esse ano no começo de abril pra Portugal, nunca tinha isso lá. Aqui estão minhas primeiras impressões.


Com certeza, dá para perceber que é um país um pouco mais pobre da Europa, pelo menos comparado à Itália, outro país que já fui. Os prédios são menos conservados, há uma certa bagunça em tudo, o transporte atrasa, enfim, nós brasileiros nos sentimos realmente em casa por lá.

Sempre gosto de comprar um chip para celular de turista (sim card), mas lá foi difícil de encontrar uma loja da Vodafone, ou qualquer outra de celular. Achamos logo na saída do desembarque do aeroporto, que estava lotada, mas queríamos logo deixar as malas no hotel para passear pela cidade e decidimos comprar depois. Só consegui encontrar outra no Centro Comercial Colombo, no piso térreo. Acabei não comprando, porque já estava no fim da viagem, mas muitos pontos turísticos têm internet livre, além da estação de trem e metrô.

Vale lembrar que internet em viagem não é (só) pra ficar colocando foto no Insta, mas pra ver mapa, horário de trem, horário e preço de museu, melhor percurso para os lugares, pesquisar restaurantes. Eu particularmente acho que a viagem rende muito mais com essa facilidade, mas tem gente que ache que não precisa, já vai tudo pesquisado antes (ou perde muita coisa sem perceber). Já prefiro não confiar muito na minha cabeça, e também não levo guia pesado na mochila pras cidades, então o celular ajuda demais.

Não me encantei muito com a comida de Lisboa. Fui em restaurantes comer peixe, frutos do mar, mas nada estava sensacional, nem muito bom. Adorei os pastéis de bacalhau, que é nosso bolinho de bacalhau do Brasil, mas enjoa comer fritura sempre. E os pastéis de Belém. Qualquer coisa de farinha branca lá é muito boa (amo farinha branca), mas as refeições mesmo não curti tanto. Fora em Cascais, que a comida foi de comer rezando.

 
 

A gente tomou café da manhã todo dia na Padaria do Bairro, uma padaria que tem várias filiais pela cidade. O café da manhã custa 2,50 euros e é fartíssimo: um expresso, um sucão da laranja mais deliciosa que você experimentou na vida (bem laranjada mesmo, azedinha e doce ao mesmo tempo), e um pão com queijo e presunto, que podia ser croissant, pão de Deus (parecia uma rosca com coco) ou pão normal. Lá eles chamam sanduíche de sande. Amei esse café da manhã, que lá chamam de pequeno almoço. Essa padaria tem 3 opções de almoço também, e o preço é bem razoável.

Achei legal demais reconhecer a história do Brasil e os gostos da nossa comida por todo lugar. Sem dúvida, dá pra perceber, pelo menos em Lisboa, que nossa cultura é muito portuguesa mesmo (claro). Dá muita sensação de identidade, mesmo tendo uma ascendência minimamente portuguesa na família, mas é questão dos nossos costumes mesmo. Isso faz Portugal ser muito especial.

O primeiro instinto quando chegava em um lugar era falar inglês. Inclusive em muitas lojas os atendentes já vêm logo falando inglês com você. Daí você percebe que fala a língua do país. O pessoal é muito simpático.


Se conseguir, pegue o primeiro domingo do mês para estar lá na sua viagem. Economiza muito e as filas são razoáveis. Vi muita coisa nesse dia, que resolvemos ir ao bairro Belém, o mais turístico de Lisboa.

A cidade é bem segura, até no transporte público. Mas ande com atenção, sempre, claro. Bom, eu ando em qualquer lugar do mundo como se estivesse na 25 de março, não costumo dar bobeira, porque a crise está grande no mundo inteiro. Tenho amigas que foram furtadas em Milão e Paris, então não ache que só no nosso paisinho acontece dessas coisas.


Achei muito bom para fazer compras para mulher, as roupas são bonitas e o preço muito bom. Tem acessórios lindos também, bem diferentes e de bom gosto. Pra comprar roupa de festa também achei ótimo.

Fiquei no Hotel Ibis Centro Saldanha. É muito barato, limpinho, atendentes educadíssimos, com linha direta de metrô para o Aeroporto. O bairro bem tranquilo, com 3 supermercados perto, restaurantes, a Padaria do Bairro a 100m. Adorei. Aliás, diária de Ibis na Europa é o que há, por R$ 145,00 por dia ficar num hotel de localização excelente, imagina! Pena que no Ibis não aceitem crianças.

 

Enfim, pra mim viajar é entrar no espírito da cidade, pegar transporte público, andar à pé, comer nos lugares que o povo do lugar come. Acho chato gente que só anda de táxi, fica só em hotel chique, faz tudo com guia. Afff. Esse povo não conhece o lugar de verdade, geralmente nem lembra do nome dos lugares que conheceu. Cada um faz o que quer, claro, a seu estilo, mas pelo que vejo, geralmente quem faz as viagens mais legais opta muito menos por luxo, não precisa disso.

Bom, adorei a cidade, vou voltar com certeza, com filhos. Acho que é um lugar que as crianças vão adorar, principalmente se já estão aprendendo sobre nossa colonização na escola. Sou suspeita, porque acho que Europa é destino pra criança, e não (só) Disney (tenho birra de Disney e parques em geral, tipo Beach Park, que já fui, 2 vezes, mas odeio- hehe. Pra mim, nada como uma boa praça pra criança, uma praia, um lugar cheio de curiosidades – um forte, castelo e por aí vai. Na Europa se vê criança, até bebês, em qualquer lugar, do museu ao parque, é disso que eu gosto).

domingo, 22 de outubro de 2017

PORTUGAL DIA 6: BATE E VOLTA A CASCAIS


Na minha programação, eu iria para Évora no quinto dia e deixaria pra fazer as comprinhas no meu sexto e último dia em Lisboa. Mas estava cansada demais, Lisboa e arredores é pra quem tem preparo físico! Muita ladeira, e olha que não sou de fazer corpo mole, subo em tudo quanto é escada, mas pifei. Então fiz as compras no quinto dia e no sexto resolvemos ir para Cascais, que é uma cidade de praia do ladinho de Lisboa.



Bom, já vou dizer de cara que acertamos 100% na visita, que cidade delícia! Muito linda, apesar de pequena tem bastante coisa pra ver, um parque lindo pra sentar e ficar de bobeira, museu do jeito que eu gosto (casas antigas) e a melhor comida que comi na viagem! Bingo!

 
 
 
 

Começamos seguindo pela rua da estação até o centrinho, cheio da casas lindas, ruas de pedra, igrejinhas. Fomos em direção à área da Cidadela. Tudo lindo!

 

De lá, caminhamos pela orla e fomos ao Museu do Mar de Cascais, de graça e bem pequenininho.


Fomos caminhando e chegamos no Palácio Museu do Conde de Castro Guimarães, pensa numa casa linda! De lá fomos para o parque do lado do museu, uma delícia.

 
 
 

No almoço, fomos numa praça onde tocava uma banda, com vários restaurantes, entramos em qualquer um. Eu pedi um bacalhau à nata e minha irmã uma mariscada, regado com vinho branco português. Pensa numa comida boa! Adorei! Fechei a viagem com chave de ouro!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

PORTUGAL DIA 5 – COMPRAS EM LISBOA:


No quinto dia, deixei pra pegar leve e fazer umas comprinhas em Lisboa. Todo mundo diz que lá vale muito a pena e queria conferir. Sim, acho um desperdício de viagem fazer compra, ainda mais na Europa, mas mesmo assim, lá fui eu.

 

Comecei o dia na super loja El Corte Ingles (pegue o metrô São Sebastião – tem uma passagem para a loja). Uma loja tipo a Falabella do Chile e Argentina, ou a La Rinascente de Milão (e por que não falar a Riachuelo no Brasil?). Muitos andares, cada andar um tema (beleza, jovem, senhora, homem, crianças, casa...). Olha, nunca vi tanta roupa bonita numa loja de departamento.

No andar de mulher, tinha umas marcas inglesas com vestidos e sobretudos combinando, parecia roupa de princesa. Cada roupa de festa linda e com preço bom (99 euros, por exemplo). Mas eu não tinha nenhuma ocasião para usar, então passei. Achei que tem muita roupa diferente, de bom gosto, com preços ótimos – um casaco por 30 euros, blusas por 18 euros. Achei a loja excelente, fiquei a manhã toda por lá.


Depois de voltar para o hotel e deixar os pacotes, fui para o Centro Comercial Colombo (metrô Colegio Militar/Luz – tem passagem para o shopping do metrô). É um shopping enorme, tem um monte de lojas boas, e tem a Primark. Tem muita loja de roupa de mulher, preços muito bons. Destaque para e Sfera, que tem preços bem baratex e achei as roupas bem legais, como se fosse uma Shoulder do Brasil, mas o preço nem se compara. Tudo na base de 12 a 25 euros. Tem loja de brinquedo, pra levar alguma coisa pra crianças (não achei os preços bons), loja da Disney, Sephora, a amada Kiko, H&M, loja de decoração. Adorei uma loja para crianças que se chama Bimba y Lola, trouxe até calça legging pra minha filha ir pra escola, por 2,99 euros! A Primark é cheia de quinquilharia, pra pirar. Comprei até lençol pra trazer. Tudo realmente muito barato (camisetas 2,50 euros), mas tem que ter talento pra garimpar as coisas, é muita poluição visual. Mas a gente adora, né?
 


Fui também outro dia, porque estava passando por ele, no Centro Comercial Vasco da Gama. Muitos sites indicam ir nesse shopping, porque está perto de atrações, como o Oceanário. Não fui no Oceanário (não sou muito fã, deixei pra ir quando estiver com a criançada algum dia), fomos na estação de trem comprar passagens antecipadas pra minha irmã, que ia estender a viagem. Eu achei que nesse shopping não tinha nada, só Sephora, Kiko, lojas de tênis e outras coisas que não me interessam. Os dois shoppings tem site, dá uma vasculhada nas loja e veja o que mais te interessa, mas achei o Centro Comercial Colombo infinitamente melhor. Os centros fecham a meia noite, então não precisa perder tempo de viagem pra ir para lá, vá depois dos passeios, talvez para jantar uma coisinha mais fast food, e dê uma volta, se quiser. O acesso é muito fácil e fecham tarde.
 

 

Fui também no Atrium Saldanha (metro Saldanha), que era perto do meu hotel, não tem nada de bom, fora uma loja da Calzedonia e da Intimissimi, que eu amo, mas tem praça de alimentação. Comemos um dia lá.

Pela cidade tem algumas lojas, mas não chamam tanto a atenção como na Itália, por exemplo. A Itália parece um shopping a céu aberto, qualquer lugar tem loja, e as lojas são lindas, só olhar também é uma atração. Em Portugal não percebi tanto isso. Ou eu só tinha olhos para os maravilhosos azulejos que revestiam as paredes das casinhas, de deixar doida!

Emfim, pude confirmar: fazer compra em Portugal vale a pena pelo preço, principalmente para mulher, eu achei. Eu já fui para os States e achei que lá é péssimo comprar roupa feminina, não tem nada (se você não usa blusa pólo e moletom), mas em Lisboa achei coisas lindas.

domingo, 8 de outubro de 2017

PORTUGAL DIA 4 - BATE E VOLTA A ÓBIDOS.


 
A próxima parada seria a cidade que pra muitos é a preferida de Portugal, Óbidos. Uma cidadezinha minúscula e medieval, cheia de ruinhas pra se embrenhar.

Pegamos um ônibus para chegar até lá. Pra ver como nossa cultura é bem português mesmo, o ônibus demorou até pra chegar, lá não cumprem o horário como em vários ouros lugares da Europa. Pra se sentir em casa, né? J

Chegamos lá também sem muita gente, muita coisa fechada, as lojinhas colocando seus produtos pra fora.

Demos uma olhada na Igreja de Santa Maria, bem na pracinha principal, nada muito interessante por dentro, além da história.

 
 
 
 

A cidade tem casinha empilhadas, e uma muralha ao redor, na qual a gente pode andar. O detalhe é que só há muro em um dos lados, me deu muita aflição andar um pouco por ele, um medo de altura, de não estar amparada de todos os lados. Fico pensando nos meus filhos andando por lá, tropeçando e caindo, embora eles nem estivessem comigo (doideira de mãe, afff).

Íamos almoçar por lá, mas não encontramos nada muito interessante. Não tinha pegado, ou não achei os restaurantes mais indicados, tinha muita coisa fechada ainda porque fomos cedo. Só comemos uma coisinha e fomos embora.

Bom, percebe-se que fui à essa cidade esperando uma San Gimignano e não atendeu à minha expectativa, achei bonitinha, rende umas fotos bonitas, mas pra mim foi só. Não me encantou.

sábado, 7 de outubro de 2017

PROTUGAL DIA 3 - BATE E VOLTA A SINTRA.


 
No terceiro dia o roteiro era ir a Sintra. Era uma segunda-feira. Quem costuma ir à Europa sabe que muita coisa fecha na segunda, mas o dia da “parada” em Sintra é na quarta-feira, então, ótima pedida. Achei que estaria lotada por conta disso, mas nem tanto.

Fomos de trem e no caminho fizemos uma parada no Castelo de Queluz, na parada Queluz-Belas, que é pertíssimo de Lisboa. Da parada até o palácio é uma caminhada bem rápida. Chegamos bem no começo do horário de visita e só tinha a gente por lá, pensa numa coisa boa!




 

Bom, não preciso dizer que o palácio é maravilhoso, aqueles quartos lindos, lustres fantásticos, tudo que eu adoro ver. O jardim também é lindo, vale muito a pena. E lá você já pode comprar ingresso conjugado com outros pontos de Sintra, com um descontinho, sempre bom.

Fizemos a visita em uma horinha e já partimos para Sintra. Da estação, pegamos o ônibus turístico 434, que faz parada em vários pontos da cidade (não todos).

Nossa primeira parada foi no centrinho, em frente ao Palácio Nacional de Sintra. Se você está pesquisando sobre a cidade, vai reconhecer logo, porque é o que tem duas chaminés enormes. Como não poderia deixar de ser, sensacional a visita. Muito interessante ver na cozinha os instrumentos usados na época.




A próxima parada do ônibus era no Castelo dos Mouros, mas achamos que não ia dar tempo e resolvemos não ir.

Fomos direto para o Palácio da Pena, que é bem diferentão, todo colorido, muito lindo, cheio de azulejos. Lá dentro tem muita coisa pra ver além do castelo, tanto que você pode pegar um ônibus hop-on hop-off pra visitar tudo, mas é uma visita de dia inteiro, e pra gente não ia dar, fomos ver só o castelo mesmo. Mas se um dia eu voltar com as crianças, vou pegar esse ônibus, tem muita coisa bonita no lugar.


 

Detalhe, tem uns doidos que vão a pé para esse Castelo, mas eu achei a subida impossível. É muito longe do centrinho pra andar, estrada estreita, os ônibus quase encostam nos pedestres e você vai perder mais de hora do seu dia pra economizar 4 euros, sinceramente, é uma daquelas coisas que não vale a pena mesmo! A não ser que a intenção seja fazer um treino bem brabo com uma vista fabulosa no final.

Acabadas, demos só mais uma voltinha no centro na volta e pegamos o trem pra Lisboa.

Bom, amei Sintra, lindíssima, e definitivamente, apesar de ter valido muito a pena, não é uma cidade para só um dia. Tem muita coisa pra ver. Mas como eu gosto de sempre deixar uma coisinha pra visitar nas cidades que eu gostei, já tenho motivo pra voltar pra lá.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Roteiro Lisboa - dia 2: Belém


No segundo dia, que era domingo, fomos visitar o bairro mais turístico de Lisboa, o Belém. Mas esse não era um domingo qualquer, era o primeiro domingo do mês, e em várias cidades da Europa os museus são gratuitos no primeiro domingo do mês! Fomos ver no que ia dar.

Fomos até a estação de metrô Restauradores e pegamos o bondinho que vai até o bairro. Foi uma péssima ideia. O bondinho vai abarrotado e demora pra chegar. Sugiro que se vá de trem (urbano) e pare na estação Belém, apesar de custar um pouco mais (cerca de um euro, nem se pode falar que que é a mais, né?), é muito mais tranquilo. Isso porque vários bondes não param porque estão superlotados, até você conseguir pegar um pode demorar.

 
A primeira parada foi o lugar que achamos que ia ter mais fila para entrar, o Mosteiro dos Jerônimos. A construção é simplesmente linda, por fora já é um espetáculo. Por dentro, você tem acesso aos jardins e uma igreja ao lado (que não visitamos, pois tinha outra fila grande e queríamos ver muita coisa ainda no dia).



 
Fomos andando para a Torre de Belém e no caminho entramos no Centro Cultural Belém. Passeio imperdível, tem o Museu Berardo, que tem obras lindíssimas, vale muito a pena.

 
A Torre de Belém estava com uma fila imensa para entrar, e não fazíamos questão, pois falam que é bem sem graça, só a construção mesmo já vale a pena. Passamos também pelo Padrão dos Descobrimentos.

Almoçamos e demos uma passada na loja dos Pastéis de Belém, claro, para experimentar. Adorei os pasteizinhos, mas meu estômago não se deu muito bem com eles, mas comi um monte na viagem mesmo assim, hehe.



 
Ladeira acima, próxima parada foi o Palácio da Ajuda, que lugar maravilhoso!!! Acho que foi o que mais gostei da viagem, muito bonito. Foi residência da família real, é um luxo só, muito lindo.


 
Descendo a ladeira, passamos pelo Jardim Botânico da Ajuda, muito lindo. Esse não era de graça, mas quase, 2 euros.


 
Ainda deu tempo de conhecer o imperdível Museu Nacional dos Coches. Muito interessante mesmo.

A volta foi bem complicada. Passaram muitos bondinhos superlotados, acho que demoramos mais de uma hora para conseguir pegar um de volta para o metrô Restauradores. Por isso a dica do trem urbano é preciosa.

Adorei esse dia, esse bairro foi o que mais gostei em Lisboa. Se eu voltar lá, ops, quando eu voltar lá, vou visitar o que faltou, com certeza (além de ir de novo ao Palácio da Ajuda, foi amor mesmo).