terça-feira, 24 de abril de 2012

Matéria da Isto É Dinheiro - sobre o F* Hits - vale a pena ler!


online | Mercado digital | 20.ABR.12 - 21:00 | Atualizado em 24.04 - 08:56

A Miranda Priestly brasileira

Uma das mais importantes publishers de blogs no Brasil é a empresária paulistana Alice Ferraz, que reuniu 25 das mais influentes personalidades desse meio em torno do F*Hits

Por João Varella

O mercado da moda no Brasil movimentará R$ 100 bilhões neste ano. Na esteira desse que se tornou um dos principais negócios do País, os blogs de moda chamam a atenção por influenciar nos rumos desse segmento, conforme a DINHEIRO mostrou na edição 759, na matéria


Uma das mais importantes publishers de blogs é a empresária paulistana Alice Ferraz, que reuniu 25 das mais influentes personalidades desse meio em torno do F*Hits. Há quem compare Alice à personagem de Meryl Street (Miranda Prestly) em O Diabo Veste Prada. Na entrevista a seguir, ela conta mais detalhes de seu negócio, que recentemente estreou uma plataforma de e-commerce de roupas.

Há quando tempo você atua no mercado de moda?

Há 21 anos. Passei pela Fórum, mas me apaixonei mesmo pela área quando trabalhei no Mappin e na Mesbla, na área de marketing. Havia um anúncio de emprego e decidi enviar meu currículo. Fui chamada junto com mais 300 pessoas e fui contratada. Mas no Mappin e na Mesbla minha responsabilidade não era só a moda. Eu cuidava também de decoração, gastronomia, camping, ferramentas. Depois a Mesbla faliu. Se não fosse por isso, provavelmente estaria ainda trabalhando com varejo de moda, talvez como executiva de uma dessas empresas. Quando saí, observei o mercado de assessoria de imprensa de moda, que quase inexistia na época - só havia produção de moda.

Trabalhar na área de moda sempre foi seu sonho?

Eu não desenho, mas sempre gostei de moda. Sou filha de militar, venho de uma família muito tradicional de São Paulo. Trabalhar com moda não era o sonho da minha mãe. Sempre gostei de roupas, mas não me sentia com um talento nato para a área. Quando você acredita que leva jeito para uma coisa, você não faz muito esforço. Eu adoro o estilo vintage, joias de família, artigos antigos. Aprecio particularmente algumas décadas.

Quais?

Gosto das décadas de 1920, 1940 e 1960. A capital da moda no mundo hoje é Londres, lá há o novo e o velho. Morei lá com 18 anos e talvez isso tenha me influenciado. Levei as blogueiras para a semana da moda de lá para arejar a cabeça delas.

Qual é a audiência de sua rede blogs?

São cinco milhões de visitantes únicos por mês.

Mas nesse dado constam leitores que leem os mesmos blogs, não?

Somamos a audiência toda e depois fazemos uma triagem. Há uns 20% que acessam os mesmos canais.

O F*Hits Home vai ser comércio eletrônico desde o começo?

Eu já vou iniciar com e-commerce. São só produtos diferentes. Quando pensei no F*Hits, não foi só para falar de moda e vender o look do dia. São assuntos dos quais a mulher gosta de falar.

Como funciona o acordo com as blogueiras?

Elas recebem uma comissão por peça, caso elas participem da venda. A gente sempre está junto. Nosso acordo comercial em publicidade também é o mesmo, independentemente de serem elas as responsáveis por trazer a propangada. A divisão é 50%, sempre.

Qual o faturamento obtido com o F*Hits?

No primeiro ano, só com a plataforma, sem o Shops, faturamos R$ 1,5 milhão. É uma empresa pequena. A ideia sempre foi vender o look do dia das blogueiras. O que a gente fez foi ao contrário. Primeiro falar e depois fazer o e-commerce, que é difícil de montar.

E como a senhora lida com a parte da logística e operação de comércio eletrônico?

Essa área é com a RBS, que é minha sócia. Conforme o plano de negócios acertado, em cinco anos eles passam a ser majoritários. É a primeira operação de e-commerce deles. Nossa logística é diferente do sistema tradicional. Compramos o look, não adquirimos peça solta. Muito bonitinho, mas é de pirar. É sempre “flash sale”, vende só por duas semanas. Depois sai do ar. Só apresentamos lançamentos.


Leia mais no site da Isto É Dinheiro e diversas outras fontes.
Essa matéria deu início ao movimento #46nãoentra, pois no cadastro para a compra da loja f*hits não aceitam pessoas com manequim acima de 46. Que dizer, não aceitavam, pois o cadastro milagrosamente mudou uns dias depois.

Eu leio uns blogs do F* Hits, mas deu uma antipatia...

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